Após diversos trimestres de resultados desfavoráveis, a Braskem (BRKM5) decidiu que é hora de reverter a pressão sobre suas finanças e retomar a geração de caixa.
A petroquímica anunciou que não fará mais novos investimentos na Oxygea, sua divisão focada na digitalização e startups.
Tal medida não afasta a inovação como um pilar estratégico da companhia e seu propósito de continuidade do desenvolvimento de soluções, produtos e processos inovadores. — Braskem, em nota
A empresa enviou comunicado à CVM destacando que essa suspensão está em linha com sua nova estratégia, que prioriza a avaliação e alocação eficiente de seus ativos.
Impactos das mudanças na gestão
O corte de investimentos na Oxygea ocorre em meio a uma reestruturação administrativa na Braskem, impulsionada pelo novo CEO, Roberto Prisco Paraiso, que assumiu em 2024.
Felipe Montoro foi nomeado como o novo diretor financeiro e de relações com investidores.
Essas mudanças visam acelerar ações de eficiência para enfrentar o atual ciclo desfavorável do setor petroquímico. A pressão sobre as finanças da Braskem é notória, cenário que se agravou ao longo dos meses.
Desempenho financeiro recente
A análise dos últimos dados financeiros revela que a petroquímica ainda enfrentava dificuldades no terceiro trimestre, embora tenha havido significativa redução das perdas.
O prejuízo líquido caiu para R$ 593 milhões, uma melhora de 75% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O Ebitda recorrente, que avalia a capacidade de geração de caixa operacional, aumentou 160% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 2,39 bilhões.
Essa performance foi impulsionada pela melhora dos spreads petroquímicos.
No entanto, a queima de caixa acelerou, culminando em um saldo negativo de R$ 1,9 bilhão até setembro, uma deterioração de 75% em relação ao ano passado.